Chega um dia, todo dia, dia desespero.
Dói por não me ver reconhecida em algo que nem ao menos, gosto o mínimo de fazer. Dá pra entender?!
A que nível cheguei, hem?
Uma merda. Me diminuir assim e descer goela abaixo, pílulas e pílulas de cinismo alheio.
O alheio se retorce tanto. Se morde e tudo mais por dentro e por fora também. fica de olho em como me saio nesta sala seca. Como me saio na coisa que mais odeio fazer. Aff...
“Eu não estou afim de discussão hoje, C.” foi o que eu disse.
“Porque você ainda está falando? Cala a boca ora! Por favor.” Foi o que passou pela minha cabeça. Não chegou a boca. É.
Às vezes sou educada demais. Isso é um mal.
Uma merda. Não sou eu.
Não sou.
Eu
Meu nome é Berenice e tenho 19 anos. Ataques de ansiedade e de medo. Uma felicidade tão grande que já está sufocante demais segurá-la em mim. Prendê-la
Esta sala fede. Poeira e decomposição humana; assalariada.
Se fosse possível comparar a algo, este cheiro desta gente, por favor, mantenha este algo bem longe de mim.
Angustia. Não sou eu.
Não sou.
Eu
Porque eu aqui?
Para foderem com a minha cabeça mesmo.
Desestabilizar meu pulso. Alterações na pressão e eu 19 anos né?
Eu Berenice, com nome de quem era pra ser mais samba.
Era pra ser mais feliz.
Mas, já dizia o poeta.
“mas acontece que sou triste”
Acontece que qualquer dia desses... acontece que...
Vou...
mudar?!
Dia desses continuo me incomodando.
Mas hoje parei.
É só isso cru assim: cansei.