jose partiu e pensou consigo mesmo:
"nao posso confiar nos meus instintos. eles sao cegos. nao enxergam um palmo a minha frente. eu ando, ando, ando e quanto mais longe vou sempre acabo voltando pro mesmo lugar".
josé voltou pro ponto de partida.
uma estranha sensação de ja ter passado por aquela rua estranha antes..
josé gosto de andar.
andar e colocar as ideias no lugar.
ele também sente a mesma sensação deliciosa de leveza quando fala na terceira pessoa.
josé tem andado muito.
e suas ultimas palavras só remetem as suas andanças. e as mudanças. e sente..
sente a esperança se renovar..
terça-feira, 15 de abril de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Ela me disse que está descontente com todos. Tudo se resume a uma simples e ordinária infelicidade. Perguntei-lhe se era algo constante. Ela me choraminga que não agüenta. Não responde com palavras.
Berenice fugiu, levou um pouco de raiva, um velho violão e uma foto rasgada em meus pedaços.
Quem vai saber como alguém acaba com a felicidade de outro por simplesmente sair de sua vida.
Todos já desconfiavam do exagero dela. E que ela não andava lá muito bem de seu vício.
A mãe dela confessou a mim, que a culpa de tudo era do álcool, e de seu pai, que fugiu pra sempre, numa história parecida. Berenice estava seguindo um tipo de maldição, disse-me o pastor da família. Não dei bola.
Eu saí.
Estava triste agora também. Mal sabia eu como alguém acaba com a felicidade de outro por simplesmente sair de sua vida. Agora sei. Berenice sumiu.
Estive andando pela cidade, mas o barulho não abafou meu desespero. Não demonstro nada, vou fumando um cigarro, algumas meninas vão indo dançar, eu vi o bar, ela não estava lá, ela não fugiu de todos, fugiu da infelicidade que já nem sei se... era a minha.
Não sou tão forte. E sequer posso fugir. De algo que fugiu de mim.
Talvez soe tudo como uma grande prepotência.
Mas, mesmo assim, eu encerro por aqui.
Berenice fugiu, levou um pouco de raiva, um velho violão e uma foto rasgada em meus pedaços.
Quem vai saber como alguém acaba com a felicidade de outro por simplesmente sair de sua vida.
Todos já desconfiavam do exagero dela. E que ela não andava lá muito bem de seu vício.
A mãe dela confessou a mim, que a culpa de tudo era do álcool, e de seu pai, que fugiu pra sempre, numa história parecida. Berenice estava seguindo um tipo de maldição, disse-me o pastor da família. Não dei bola.
Eu saí.
Estava triste agora também. Mal sabia eu como alguém acaba com a felicidade de outro por simplesmente sair de sua vida. Agora sei. Berenice sumiu.
Estive andando pela cidade, mas o barulho não abafou meu desespero. Não demonstro nada, vou fumando um cigarro, algumas meninas vão indo dançar, eu vi o bar, ela não estava lá, ela não fugiu de todos, fugiu da infelicidade que já nem sei se... era a minha.
Não sou tão forte. E sequer posso fugir. De algo que fugiu de mim.
Talvez soe tudo como uma grande prepotência.
Mas, mesmo assim, eu encerro por aqui.
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