É porque está frio. E eu disse que não tenho o que fazer.
Mas na verdade eu já não aguento ouvir a voz dela.
“vamos fazer algo, vamos sair, por favor!”
Eu disse que não tenho o que fazer.
“eu sou chato”
Mas pode ser mentira. Eu que não confirmo nada.
Provavelmente só estou querendo me esconder um pouco
Ou talvez, me esconder. Dela.
Provavelmente eu vou dormir. Ela vai sair sozinha. Quando eu estiver sozinho, saio sem ela.
Que grande babaca. Diriam...
Mas, eu que não confirmo nada.
sábado, 30 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
poesia barata do msn
diga radiohead. e sua noite estará salva. acenda um cigarro e se divirta enquanto o cancer de pulmao vai invadindo seu corpo. lentamente.
apenas nao se lamente.
somente siga em frente.
importante é a musica. a musica e o vento, o vendaval que me vira de ponta cabeca. que me vira a cabeca.
nego teus encantos.
e sigo no meio da poeira.
existencial.
mais que amargura.
sentimental.
e agora o silencio que me deixa surdo de tanto nao ouvir. de tanto nao pensar. apenas torcer, pra que tudo fique bem.
e há de ficar, porque eu sou forte e bebo muito café pra não dormir.
apenas nao se lamente.
somente siga em frente.
importante é a musica. a musica e o vento, o vendaval que me vira de ponta cabeca. que me vira a cabeca.
nego teus encantos.
e sigo no meio da poeira.
existencial.
mais que amargura.
sentimental.
e agora o silencio que me deixa surdo de tanto nao ouvir. de tanto nao pensar. apenas torcer, pra que tudo fique bem.
e há de ficar, porque eu sou forte e bebo muito café pra não dormir.
domingo, 3 de agosto de 2008
não é fácil, vc acha fácil?
não é fácil, correr, no começo com toda vontade, vc corre, corre pq sabe que vai chegar, é claro que vai. não chega.
mas não é pra desistir, pode correr ainda, e corre pq tem esperanças de chegar, corre!
não chega.
só mais uma chance, é o que vc ouve, corre, corre sem ânimo, mas corre. chega
cheguei? uau, cheguei! não preciso mais correr! preciso?
precisa! corre! corre pq agora está mais fácil! não chega, e tem horas que chega?
onde isso acaba? quando desistir, mas não é fácil desistir como a gente quer que seja, dói, aquele brilho, pequenino, que está lá no fundo não deixa. brinca com vc.
não desisto, mas não corro mais.
não é fácil, correr, no começo com toda vontade, vc corre, corre pq sabe que vai chegar, é claro que vai. não chega.
mas não é pra desistir, pode correr ainda, e corre pq tem esperanças de chegar, corre!
não chega.
só mais uma chance, é o que vc ouve, corre, corre sem ânimo, mas corre. chega
cheguei? uau, cheguei! não preciso mais correr! preciso?
precisa! corre! corre pq agora está mais fácil! não chega, e tem horas que chega?
onde isso acaba? quando desistir, mas não é fácil desistir como a gente quer que seja, dói, aquele brilho, pequenino, que está lá no fundo não deixa. brinca com vc.
não desisto, mas não corro mais.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Berenice vai gritar pra dentro, na esperança de perder, algo que não se perde não. mas perde ela. fim.
Chega um dia, todo dia, dia desespero.
Dói por não me ver reconhecida em algo que nem ao menos, gosto o mínimo de fazer. Dá pra entender?!
A que nível cheguei, hem?
Uma merda. Me diminuir assim e descer goela abaixo, pílulas e pílulas de cinismo alheio.
O alheio se retorce tanto. Se morde e tudo mais por dentro e por fora também. fica de olho em como me saio nesta sala seca. Como me saio na coisa que mais odeio fazer. Aff...
“Eu não estou afim de discussão hoje, C.” foi o que eu disse.
“Porque você ainda está falando? Cala a boca ora! Por favor.” Foi o que passou pela minha cabeça. Não chegou a boca. É.
Às vezes sou educada demais. Isso é um mal.
Uma merda. Não sou eu.
Não sou.
Eu
Meu nome é Berenice e tenho 19 anos. Ataques de ansiedade e de medo. Uma felicidade tão grande que já está sufocante demais segurá-la em mim. Prendê-la
Esta sala fede. Poeira e decomposição humana; assalariada.
Se fosse possível comparar a algo, este cheiro desta gente, por favor, mantenha este algo bem longe de mim.
Angustia. Não sou eu.
Não sou.
Eu
Porque eu aqui?
Para foderem com a minha cabeça mesmo.
Desestabilizar meu pulso. Alterações na pressão e eu 19 anos né?
Eu Berenice, com nome de quem era pra ser mais samba.
Era pra ser mais feliz.
Mas, já dizia o poeta.
“mas acontece que sou triste”
Acontece que qualquer dia desses... acontece que...
Vou...
mudar?!
Dia desses continuo me incomodando.
Mas hoje parei.
É só isso cru assim: cansei.
Dói por não me ver reconhecida em algo que nem ao menos, gosto o mínimo de fazer. Dá pra entender?!
A que nível cheguei, hem?
Uma merda. Me diminuir assim e descer goela abaixo, pílulas e pílulas de cinismo alheio.
O alheio se retorce tanto. Se morde e tudo mais por dentro e por fora também. fica de olho em como me saio nesta sala seca. Como me saio na coisa que mais odeio fazer. Aff...
“Eu não estou afim de discussão hoje, C.” foi o que eu disse.
“Porque você ainda está falando? Cala a boca ora! Por favor.” Foi o que passou pela minha cabeça. Não chegou a boca. É.
Às vezes sou educada demais. Isso é um mal.
Uma merda. Não sou eu.
Não sou.
Eu
Meu nome é Berenice e tenho 19 anos. Ataques de ansiedade e de medo. Uma felicidade tão grande que já está sufocante demais segurá-la em mim. Prendê-la
Esta sala fede. Poeira e decomposição humana; assalariada.
Se fosse possível comparar a algo, este cheiro desta gente, por favor, mantenha este algo bem longe de mim.
Angustia. Não sou eu.
Não sou.
Eu
Porque eu aqui?
Para foderem com a minha cabeça mesmo.
Desestabilizar meu pulso. Alterações na pressão e eu 19 anos né?
Eu Berenice, com nome de quem era pra ser mais samba.
Era pra ser mais feliz.
Mas, já dizia o poeta.
“mas acontece que sou triste”
Acontece que qualquer dia desses... acontece que...
Vou...
mudar?!
Dia desses continuo me incomodando.
Mas hoje parei.
É só isso cru assim: cansei.
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