quarta-feira, 28 de maio de 2008

sua boca de canela.

Quero tua boca, mesmo que
com gosto
de
canela
Quero muito meu bem te quero bem muito
Mas, oh!
Não me venha – e me jure, me prometa.
Com a boca amarga
Encerrada
Ou imóvel
À boca minha

Lembra
que eu a quero
Mesmo que. Com gosto de
canela
Pois a canela na tua boca é bem certo que me dá mais prazer do que salpicada no bolinho de chuva ou naquele cappuccino que eu não quis outro dia por conta da mesma

Mas venha com sua boca
Toda minha.
Boca
e a dê à mim com o gosto que quiser
das formas que quiser
e com todo jeitinho que você inventar

Mas não como a boca que acaba.
Boca que tem fim
Pra mim
Boca do meu fim.
Se for assim.